Bom dia! Quinta-feira, 25 de junho de 2026, e o mercado brasileiro se prepara para mais um dia de negociações. Enquanto a B3 ainda não abriu suas portas para o pregão oficial, os olhares já se voltam para o exterior e para os indicadores que moldarão o comportamento dos ativos nas próximas horas.

O mercado internacional deu sinais mistos. Na Ásia, os mercados fecharam em um tom majoritariamente positivo, impulsionados por alguns dados econômicos da China. Já na Europa, o cenário é mais cauteloso, com investidores digerindo os últimos números de inflação e aguardando a abertura de Wall Street. Os futuros americanos, aliás, operam em leve alta, indicando um possível início de pregão com otimismo no Velho Continente.

No radar doméstico, a expectativa gira em torno de dois pontos cruciais: o IPCA-15 de junho, que será divulgado às 9h pelo IBGE, e o Relatório de Política Monetária (RPM) do Banco Central, previsto para às 8h. A prévia da inflação é fundamental para calibrar as projeções para a taxa Selic, e quem acompanha o Banco Central há tempo sabe que a redação em seus comunicados costuma dar pistas sobre as futuras decisões. A projeção geral é de que a inflação siga pressionada, o que pode gerar cautela.

Não podemos deixar de lado o preço do petróleo. Os contratos futuros seguem em queda, com o Brent já flertando com os níveis de fevereiro. Essa desvalorização tem um impacto direto em empresas como a Petrobras, que já sentiu o peso dessa commodity na quarta-feira, quando o Ibovespa terminou em baixa de 0,44%. Para se ter uma ideia, na nossa apuração interna, os dados da Petrobras (PETR4) mostram uma variação de -2,64% no dia, refletindo essa pressão.

Na minha leitura, o cenário atual lembra um pouco o final de 2023, quando a volatilidade nos preços das commodities causava grande instabilidade no mercado. A diferença agora é que o pano de fundo macroeconômico, tanto no Brasil quanto no exterior, ainda é marcado por incertezas em relação à inflação e aos juros. Isso exige que o investidor esteja muito atento para interpretar os sinais do mercado.

Ainda sobre a Petrobras, o anúncio do recorde de produção no campo de Búzios, atingindo 1,1 milhão de barris por dia, é um ponto positivo para a companhia. Essa marca supera o recorde anterior de outubro de 2025 e demonstra a capacidade operacional da estatal. Contudo, o desempenho das ações estará intrinsecamente ligado ao comportamento do preço do petróleo no mercado internacional.

Para o investidor, o que muda no bolso e na carteira? A volatilidade dos preços do petróleo pode impactar diretamente os dividendos de empresas como a Petrobras, que historicamente é uma boa pagadora. Por isso, monitorar o setor de energia e as notícias sobre o Oriente Médio é fundamental para quem tem essas ações em carteira.

Ainda sobre a recuperação da bolsa, analistas do BTG Pactual indicam que o Ibovespa mostra sinais de estabilização, mas a recuperação consistente depende da superação dos 175 mil pontos. Esse patamar, que antes era uma resistência, pode se tornar um suporte se o mercado ganhar fôlego. Visualmente, o índice parece estar tentando se firmar, mas ainda é cedo para cravar uma tendência de alta forte.

Fica o alerta para o mercado financeiro como um todo: a combinação de dados de inflação importantes, o desenrolar da geopolítica que afeta o preço do petróleo e a cautela com as decisões de política monetária exigirão atenção redobrada nas próximas horas. O que esperar para o restante do dia? Movimentações mais claras devem surgir após a divulgação dos dados de inflação nos EUA e a abertura completa dos mercados americanos.

Por enquanto, o mercado segue em compasso de espera, calibrando expectativas e aguardando os próximos capítulos. Acompanhe conosco as atualizações ao longo do dia!